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Mais do que um conjunto de boas práticas, o ESG consolidou-se como um modelo de gestão integrado
O conceito Environmental, Social and Governance (ESG) – Ambiental, Social e Governança – vem transformando a forma como as empresas planejam e conduzem seus negócios, tornando-se uma competência essencial para o Gestor 2030. Mais do que um conjunto de boas práticas, o ESG consolidou-se como um modelo de gestão integrado, que une eficiência produtiva — o que inclui a questão ambiental —, responsabilidade social e governança ética e transparente, fundamentais para o desenvolvimento do setor industrial.
Para o nosso setor, adotar práticas alinhadas a esses pilares deixou de ser um diferencial competitivo: tornou-se uma condição essencial para a sustentabilidade e o acesso a novos mercados.
No Rio de Janeiro, essa pauta ganhou força institucional com a criação do Conselho Empresarial ESG da Firjan, que unificou os antigos Conselhos de Meio Ambiente e de Responsabilidade Social em um fórum estratégico. O objetivo foi promover o diálogo e a troca de experiências entre empresas e especialistas, conectando o setor industrial fluminense às tendências globais de sustentabilidade, compliance e inovação.
Conduzido por especialistas como Claudia Guimarães e Renata Rocha, o Conselho conta com cerca de 40 integrantes de diversos segmentos industriais, além de uma Câmara Técnica de Meio Ambiente voltada às demandas operacionais das empresas.
Para as áreas social e de governança, foram criados a Câmara Técnica de Governança e os grupos de trabalho temáticos de Compliance, Privacidade e Proteção de Dados, destinados a atender às necessidades estratégicas das indústrias.
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Projetos e pesquisas estão em andamento em 2025, como o mapeamento de recicláveis do estado, estudos sobre soluções baseadas na natureza e pesquisas sobre diversidade e práticas ESG, reforçando o papel da Firjan como indutora da sustentabilidade empresarial e da competitividade regional.
Conscientes da relevância do tema para o futuro industrial, o Sindicato da Indústria Metalúrgica do Município do Rio de Janeiro (SINMETAL/CEMRIO) e o Sindicato da Indústria Mecânica e de Material Elétrico do Município do Rio de Janeiro (SIMME), entidades patronais que representam o setor metalmecânico, passaram a integrar o Conselho e nomearam seus diretores Jorge Gomes de Couto (CEMRIO) e Nina Pedrosa (SIMME) como representantes no Conselho ESG, reforçando o compromisso da categoria com a inovação sustentável e a competitividade responsável.
O setor metalmecânico, estratégico para a economia fluminense, tem muito a ganhar com essa agenda.
A participação no Conselho ESG permite acesso a informações atualizadas sobre legislações ambientais e sociais, oportunidades de inovação, networking com empresas de referência e apoio técnico para adequação às exigências de mercado e de licitações públicas.
Ao conscientizarem-se e alinharem-se às diretrizes ESG, as indústrias do setor passam a otimizar processos, reduzir custos, melhorar a reputação institucional e ampliar sua competitividade.
Além disso, o diálogo constante com o Conselho possibilita que as indústrias apresentem suas necessidades e desafios reais, contribuindo para a formulação de políticas e programas de apoio mais eficazes.
O envolvimento de sindicatos como o SINMETAL/CEMRIO amplia a representatividade da indústria metalúrgica no Rio de Janeiro e no Programa de Desenvolvimento da Indústria Metalmecânica, permitindo que suas demandas sejam ouvidas e seus objetivos atendidos, por meio de soluções conjuntas implementadas em prol de um crescimento sustentável e inovador.
Na Pesquisa Firjan ESG 2025, divulgada no Rio Construção Summit 2025, evidenciou-se que as empresas do Rio de Janeiro avançaram no compromisso com a sustentabilidade e, além de adotarem práticas internas, 72% das companhias estendem as exigências ESG à sua cadeia de valor, cobrando ações sustentáveis de fornecedores.
A pesquisa demonstrou também que micro e pequenas empresas — que representam 90% da estrutura produtiva do Estado — enfrentam dificuldades para implantar práticas ESG, sobretudo por limitações financeiras, técnicas e de conhecimento.
Esse resultado corroborou e fortaleceu o compromisso do presidente da Firjan e da CIRJ, Luiz Césio Caetano, que, além de destacar que o ESG representa uma oportunidade de ganho e competitividade para a indústria fluminense, ressaltou que a Firjan tem ampliado políticas de suporte às empresas de menor porte, oferecendo estrutura, ferramentas e orientação técnica para enfrentar retrações de mercado sem comprometer a sobrevivência empresarial.
“As micro e pequenas empresas têm sido a nossa grande preocupação pela sua menor capacidade e estrutura de reagir a uma perda de mercado, a uma redução de mercado. E é nessa linha que nós estamos trabalhando em apoio e em suporte às micro e pequenas empresas”, disse Luiz Césio Caetano, ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
A criação do Conselho Empresarial ESG da Firjan foi um chamado à ação para toda a indústria fluminense, especialmente para as empresas do segmento metalmecânico.
Participar das entidades de classe e dos espaços de debate da Firjan é fundamental para que as empresas se mantenham atualizadas quanto às legislações, ampliem suas redes de relacionamento e fortaleçam sua competitividade.
Mais do que uma tendência, o ESG é um caminho de crescimento sustentável, ético e estratégico, capaz de alavancar resultados e abrir novas oportunidades de negócios para as indústrias comprometidas com o futuro do Rio de Janeiro e do Brasil.
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Jorge Gomes do Couto
SINMETAL/CEMRIO
CEM RIO – CENTRO EMPRESARIAL DAS INDÚSTRIAS METALÚRGICAS DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO
O SINMETAL – Sindicato das Indústrias Metalúrgicas no Município do Rio de Janeiro foi fundado em 09 de setembro de 1937. Sua História é de glórias! Apesar das várias transformações vividas ao longo de sua existência, pode-se afirmar, pela leitura de seus arquivos, que é verdadeira fonte da História Industrial Brasileira e até hoje, mesmo diante dos momentos mais difíceis, das crises econômicas, políticas e sociais que o Brasil e o Rio de Janeiro sofreram, nestes 86 anos de sua existência, os princípios que nortearam a Entidade sempre foram os da transparência, da ética e de muita luta em busca de uma economia estável, da geração de renda e emprego, do crescimento industrial, do bem-estar social e do fortalecimento das empresas, independentemente do seu tamanho, faturamento ou condição econômica.
Em 2021 o SINMETAL criou o CEM RIO, um Comitê Empresarial referência para interação dos negócios no Rio de Janeiro, agindo como um fórum de discussões, sugestões e busca de soluções para o segmento.
Em 2022, o Comitê passou a ser considerado como um Centro Empresarial e o nome CEM RIO – CENTRO EMPRESARIAL DAS INDÚSTRIAS METALÚRGICAS DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO foi aprovado para constar do Estatuto da Entidade como seu nome de marca. Na prática, portanto, será conhecido como CEM RIO e dele poderão participar empresas metalúrgicas e outras que exerçam atividades afins ou com interesses similares, que desejarem participar do CEM RIO.
Assim todas as atividades sociais serão conduzidas pelo CEM RIO, um nome que nasceu forte, um Centro que reúne empresários com o objetivo principal de fortalecer as micros, pequenas, médias e grandes empresas.
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