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  |   27/11/2019   |   Projeto Descomplicado   |  

Conceitos que podem estar impedindo a sua transformação digital

Um dos pilares da inovação da indústria pela qual estamos passando se trata da transformação digital. O conceito está a nossa volta por muitos anos, quase uma década. Com isso mitos, por não termos uma definição clara do que é, acabam se formando, tipo os de iPhone que a galera adora.

Um ano a Apple faz um iPhone focado em design, e no outro em performance

Existem outros mitos relativos à Apple:

A Apple já tem o iPhone que lançará daqui a 5 anos pronto, mas não lança agora pois precisa inventar algo novo todo ano.

Se trata de lendas urbanas, nada mais do que isso. Para tal, a transformação digital voltada à indústria também enfrenta coisas do tipo, vamos a alguns tópicos:

É muito complexa para ter uma definição

Segundo um artigo da Agnes Rabelo, extraído da Rock Content, transformação digital é:

“Transformação digital é um processo no qual as empresas fazem uso da tecnologia para melhorar o desempenho, aumentar o alcance e garantir resultados melhores. É uma mudança estrutural nas organizações dando um papel essencial para a tecnologia.”

Transformação digital se trata de buscar tecnologias existentes no mercado para atacarmos situações específicas nas empresas, como por exemplo:

  • Melhora no processo de usinagem, onde muitas vezes é executado manualmente;
  • Conexões sistêmicas para processos hoje executados manualmente;
  • Transformação de metodologias de administração de dados de engenharia.


Não pode ser mensurada

O ponto de que não existem métricas para avaliar uma transformação digital é meio que uma das maiores lendas sobre este assunto. O problema não é não conseguir medir alguma coisa, mas saber o que medir.

Vamos a alguns exemplos:

  • Um sistema novo para automatizar a usinagem
    • Quanto tempo é necessário para inserir o programa manualmente no comando da máquina?
    • Quanto tempo gastamos com uma programação manual de uma peça?
  • Na implantação de um sistema PDM em uma engenharia
    • Quanto tempo demoramos para procurar um componente sem o suporte de uma base dados e o quanto poderemos diminuí-lo?
    • Qual o prejuízo financeiro mensal que estamos encontrando por fabricar componentes errados?
  • Na implantação de uma ferramenta de simulação
    • O quanto poderemos diminuir em peso de matéria-prima para economia de custos de fabricação?
    • Quanto poderemos economizar em valores monetários por escolhermos um material mais econômico?

A escolha de um item apenas dos listados acima não é transformação, mas a adoção de uma ferramenta isolada. Diversas ferramentas adotadas, buscando uma melhora de processos, podem ser mensuradas para uma otimização de processos corporativos.

É uma jogada de marketing

Transformação digital, sem dúvidas, envolve tecnologias, mas elas são apenas ferramentas para atingirmos um objetivo maior. A estratégia adequada deve começar e terminar identificando uma clara cadeia de valor.

Uma pesquisa recente encontrou um resultado interessante, mencionando que a falta de entendimento das tecnologias disponíveis para suportar a transformação digital seria a principal causa da maior parte da falha dos projetos nas empresas entrevistadas.

Outro ponto interessante é analisar que a digitalização não é a mesma coisa que transformação digital. Implantar novas tecnologias não são transformações sem o acompanhamento de mudanças de culturas, processos ou iniciativas voltadas aos clientes. Em resumo, não procure tecnologia apenas por procurar.

Indo além, transformação digital raramente, ou nunca, se trata de uma tecnologia simples. Se trata, sim, da aplicação de múltiplas ferramentas que necessitam interagir de forma conjunta para melhorar um processo de negócio.

Nunca sai de provas de conceito

O problema de existir uma série de desenvolvedores e fornecedores de soluções que se julgam capazes de realizar a transformação é não definirmos o que necessita ser transformado com clareza. Um projeto com início, meio e fim, somado a itens realisticamente mensuráveis auxilia qualquer empresa a ter a sensação de progresso em suas implantações de softwares e processos.

Hoje se tem muito clara a necessidade de faseamento pequeno para atacar soluções de forma progressiva, uma escalada programada e progressiva.

Eu mesmo, através da SKA, já realizei propostas de projetos onde existiam as seguintes sugestões de progressão:

  • Inclusão de ferramentas de gestão de documentos de engenharia;
  • Adoção de ferramentas de gestão de projetos;
  • Controles de requisitos de projetos;
  • Configuração de produtos;
  • Controles de números de série de itens entregues a clientes.

Cada item era bem pontual, com seus indicadores claramente mensuráveis. Com isso, o projeto pode sair de conceito e vai à aplicação prática de forma bem definida.

É opcional

Como vivemos em uma competição global de fornecimento de soluções, não se trata mais de opção a transformação de nossos processos em nossos métodos produtivos. O que é opcional é a adoção de tecnologia sem propósito claro, por curiosidade. Porém, se existem oportunidades, poderemos tratá-las e aumentarmos o nosso rendimento financeiro em nossas operações.

As informações e opiniões veiculadas nesse artigo são de responsabilidade exclusiva do autor e não representam a opinião do Grupo CIMM.
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Guilherme Alfredo Kastner

Técnico de aplicações da SKA Automação de Engenharias desde setembro de 2004. Trabalhou com diversas Soluções Autodesk, SolidWorks. Nos últimos anos o trabalho tem sido focado na melhoria da comunicação das engenharias com os seus clientes dentro das corporações como a fábrica, administrativo e outros setores.


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