CNH amplia produção de máquinas agrícolas no País

Case New Holland, de máquinas agrícolas, amplia produção no Brasil e diversifica sua oferta para voltar a crescer.

No último ano, o mercado de veículos agrícolas pisou no freio. As vendas caíram 8%, em um período no qual o setor automotivo cresceu 3,4%. Esse ritmo, no entanto, não reflete o apetite que algumas montadoras têm pelo Brasil. Um exemplo disso é o grupo Case New Holland (CNH), braço de máquinas agrícolas da italiana Fiat. Dona das marcas Case e New Holland, a companhia faturou US$ 3,1 bilhões, na América Latina em 2011.

Apesar de ter acompanhado o mercado com uma queda de 7,4% em suas vendas, a marca está intensificando suas apostas no Brasil. Está em curso um plano de investimento de R$ 2 bilhões, que serão aplicados entre 2011 e 2014. Nesse valor está prevista a construção de uma nova fábrica em Cordoba, na Argentina, e uma em Montes Claros, em Minas Gerais. 
 
Além disso, R$ 400 milhões estão sendo gastos para ampliar e modernizar seu complexo fabril de Curitiba, que aumentará sua capacidade instalada de 67 para 100 tratores por dia. Na capital paranaense está sendo implantado um centro de desenvolvimento de novos produtos, onde trabalham 250 engenheiros. A intenção da companhia é voltar a crescer 15% ao ano.
 
Para isso, sua principal estratégia é diversificar o portfólio de modelos da marca New Holland, responsável por 85% de suas vendas no Brasil, que teve uma queda de 11,8% em 2011. Neste ano serão lançados dez novos modelos. “A melhor forma de ganhar mercado é ter produtos em todas as categorias, principalmente nas de veículos maiores”, afirma Luiz Feijó, diretor comercial da New Holland. Um dos destaques dessa linha é o novo trator T9, o maior já fabricado no País. 
 
Vendido por cerca de R$ 650 mil, ele é capaz de substituir até quatro tratores pequenos. "Os produtores estão buscando equipamentos que produzam mais, sem que seja necessário aumentar a mão de obra e a área de cultivo", afirma Celso Casale, presidente da Câmara de Máquinas Agrícolas na Abimaq, associação que representa o setor.
 
Além do T9, a marca fez importantes lançamentos que aumentaram sua presença nos segmentos de colheitadeiras, semeadoras e máquinas para produção de feno e forragem. Ao mesmo tempo que amplia o portfólio, a New Holland aumentará sua rede de revendas de 200 para 230, até 2014. “A capilaridade na oferta e nos serviços é uma de nossas prioridades”, diz Feijó. Segundo ele, a empresa também lançará um sistema de pós-venda, com atendimento 24 horas.
 
Por Rafael Freire/ Istoé Dinheiro
 
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