China anuncia plano de incentivo à tecnologia

O governo chinês anunciou ontem (30) medidas de empréstimos subsidiados, para promover a inovação industrial

O governo chinês anunciou ontem (30) medidas, como empréstimos subsidiados, para promover a inovação industrial, como maneira de impulsionar o crescimento em meio à desaceleração econômica.

A China precisa aumentar o financiamento direto para companhias que desejam desenvolver sua tecnologia para amenizar o impacto da crise financeira global de 2008 e das crescentes pressões econômicas atuais, disse o Conselho de Estado - a mais alta instância do Executivo chinês - em um comunicado em seu site.
 
Segundo o documento, medidas pontuais devem ser adotadas para ajudar empresas a usar novas tecnologias, novos equipamentos e novos materiais, além de aumentar sua capacidade de inovar e competir.
 
"[Essas medidas] são de grande importância para levar adiante a restruturação econômica e transformar o método de desenvolvimento", disse o Conselho de Estado. O órgão afirmou ainda que o governo precisa incentivar o consumo e que as medidas ajudarão a manter um crescimento estável e relativamente rápido.
 
O governo vem adotando diversas medidas para estimular a economia, como agilização de aprovação de projetos de infraestrutura, isenções fiscais e subsídios ao consumo. Além disso, o banco central afrouxou a política monetária ao cortar as taxas de juros e reduzir o volume dos compulsórios bancários para aumentar o montante de fundos disponíveis para empréstimos.
 
O Produto Interno Bruto chinês cresceu 7,6% no segundo trimestre contra o mesmo período de 2011, ritmo mais lento desde o primeiro trimestre de 2009.
 
Também ontem, o governo chinês afirmou que pretende gastar US$ 74 bilhões em ferrovias e pontes neste ano. O número é 4,8% mais alto do que o Ministério das Ferrovias havia anunciado em 6 de julho, o qual já havia subido 9% em relação a um número anterior.
 
A nova meta do governo chinês excede os gastos nesse setor em 2011, que totalizaram US$ 72,6 bilhões. No entanto, as autoridades chinesas estão sinalizando que a desaceleração não é profunda o suficiente para assegurar um retorno aos US$ 109,7 bilhões gastos em construção de ferrovias em 2010.
 
 
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