Como os gestores devem colaborar com suas equipes

Um estudo da Escola de Negócios de Londres mostra que mais de 70% das empresas mundiais que faliram nos últimos anos, fecharam por conta dos problemas de liderança e não da economia em si.

Encontrar líderes eficazes no mercado é cada vez mais difícil. Os administradores, empresários e RHs que pensam que vão encontrar profissionais prontos para atuar, muitas vezes fracassam, pois eles são raridade no mercado. É necessário desenvolver internamente essas pessoas por meio de treinamento de competências individuais e coletivas.

A época em que líderes eram considerados autoritários está com os dias contados e a tendência do mercado, atualmente, é o diálogo. Atualmente, as organizações valorizam profissionais deste escalão que colaborem com as equipes de forma efetiva. Porém, como cooperar com o grupo e com as pessoas de determinado setor ou departamento?

O termo “líder” vem de Lord (Senhor, em inglês), aquele que indica o caminho. Metas e objetivos são alcançados e construídos de diversas formas, e cabe ao chefe saber como investir em ações e estimular da melhor maneira possível seus liderados. Um líder precisa ser um indutor e ativador de energia nas pessoas: ele precisa fazer a equipe enxergar à frente o que precisa ser feito. A melhor maneira para o chefe disseminar comprometimento nas equipes é fazer com que os profissionais visualizem aquilo que tem em sua mente. “O líder é aquele que traça o caminho, as diretrizes de uma empresa e é seguido por sua equipe. Não necessita da autoridade, por si só, para dizer o que é necessário fazer, mas sim é seguido pelo exemplo e pelo objetivo, que são enxergados por todos os que lideram”, afirma Nicolas Delfino, sócio da Florense Ipanema, empresa de mobiliários de alto padrão.

Um gestor pode delegar a seu subordinado a solução de uma atividade, e isto pode fortalecer o subordinado a resolver a questão com maior eficácia. Logo, uma boa relação entre ambos estimula um dia a dia com bons resultados. O líder deve estar sempre disponível para sua equipe, afinal, quem faz o chefe se destacar são os seus funcionários. Para Nicolas, a melhor forma de ajudar os colaboradores é mostrar o caminho a ser seguido e ajudar a alcançá-lo. “Para isso, acredito ser essencial o conhecimento e desejo por aquilo que se faz”, opina.

A assertividade talvez seja uma das principais características para o sucesso. Muitos líderes encaram ser assertivo como ser duro, seco, impor sua opinião. Porém, assertividade é justamente o contrário: é a capacidade de ser flexível, de dizer “sim” quando quer apoiar uma ação, e “não” quando quer negá-la.

Cada vez mais as empresas estão atentas aos profissionais mais jovens. E quando o assunto é gestão, isto não é diferente. Líderes com pouca idade são vistos como agregadores, flexíveis, com mais energia e objetividade. Por outro lado, têm a inexperiência e não cometeram tantos erros na carreira - essa é uma forma de conquistar experiência também. “Acho irrelevante a questão da idade. Um líder tem essa função até quando possa se sustentar e portar como tal, pois deve ter ampla visão em torno do que está sob seu domínio””, aponta Nicolas Delfino.

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