Siemens PLM dribla a crise e cresce com Indústria 4.0

Paulo Costa, CEO da empresa na região, espera alta de 15% para 2017.


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Enquanto muitos negócios encolhem no setor automotivo, a Siemens PLM espera crescer com o impulso de uma das poucas áreas que parece estar em expansão, a Indústria 4.0 ou Internet Industrial. Automação, implementação de Internet das Coisas e de armazenamento de dados em nuvem nas fábricas de veículos seguem em alta mesmo na crise, aponta Paulo Costa, diretor de operações da companhia para a região. “Somos pioneiros no assunto e percebemos que o interesse está aumentando muito”, conta o executivo.

Ele conta que a empresa começou a oferecer soluções de Indústria 4.0 no Brasil há cerca de quatro anos. Naquela época, diz, vender localmente tecnologias que têm custo alto era um desafio bem maior do que atualmente. “Nós basicamente organizamos todos os dados e o conhecimento da empresa, com aplicações desde o desenvolvimento até o produto ir para o mercado”, conta. Segundo ele, as soluções podem ser implementadas em diferentes níveis e proporções e se pagam com o aumento de produtividade que os clientes ganham ao longo do tempo. 

Das receitas da companhia, 35% vêm do setor automotivo. A maior parte da demanda pelos produtos da Siemens PLM está nas montadoras e nas empresas de autopeças dos primeiros níveis de fornecimento. O mercado de veículos encolheu importantes 20,2% em 2016, mas Costa aponta que a empresa não sentiu o baque. “Nossos negócios no segmento cresceram 7% na América do Sul”, esclarecendo que o número seria maior se não fosse uma venda grande que a Siemens PLM fez em 2015, algo que deixou a base de comparação muito elevada. 


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A ambição é ainda maior para este ano: avançar mais 15% no setor automotivo. O executivo avalia o maior incentivo para a expansão deve vir dos setores de máquinas e equipamentos. Entre as fabricantes de automóveis, ele diz que é sempre mais simples implementar a Indústria 4.0 em fábricas novas. Depois das recentes inaugurações de plantas fabris, no entanto, ele espera avançar em unidades já consolidadas. “Há oportunidades em várias etapas, não apenas na manufatura. As empresas podem implementar soluções de engenharia e desenvolvimento, por exemplo."




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