Indústria desenvolve bomba d´água movida a energia solar

Produto ganha espaço na irrigação de propriedades agrícolas

Uma bomba d'água movida a energia solar promete ajudar a mudar a vida de pequenos agricultores.A inovação, que dispensa fonte de energia elétrica pode representar um avanço significativo para áreas como a do nordeste brasileiro, que sofrem com a falta de recursos hídricos e energéticos.

A Anauger, indústria de motores de São Bernardo do Campo (SP), é a responsável pelo desenvolvimento dessa tecnologia 100% nacional, que capta através de painéis fotovoltaicos raios solares e os transforma em fonte de energia para o funcionamento das bombas. "Estávamos há 10 anos buscando alternativas para o funcionamento sustentável das bombas. Ela está há um ano no mercado", detalha o diretor comercial da empresa, Marco Aurélio Gimenez.
 
O sistema foi instalado numa fazenda em Ibitiúna, município de Pitangueiras, no estado de São Paulo. O proprietário do estabelecimento, Natalício Nicolete Gonçalves, possui uma propriedade de três alqueires e meio, com diversas plantações de hortaliças, tomate, pepino.“Como o produto funciona mesmo em dias nublados, não preciso me preocupar com o abastecimento de água e ainda economizo muita energia elétrica. Seria inviável pagar energia para abastecer toda a área”.
 
"As bombas ficam submersas em poços, reservatórios e cisternas, funcionando por um sistema de vibração para captação de água e irrigação da terra", explica Gimenez. A utilização do equipamento vai além do setor agropecuário, podendo ser utilizado também em parques, praias, condomínios residenciais e comerciais.
 
O equipamento tem capacidade para bombear 8 mil litros de água por dia, e em dias chuvosos de 500 a 600 litros. O sistema é composto por uma bomba submersa vibratória, um módulo solar e um driver, cujo funcionamento depende exclusivamente da energia solar, atuando, inclusive, em dias nublados. Os módulos solares oferecem tensão de 36 volts para o capacitor, que é controlado por microprocessadores fornecedores de impulsos. "Com o motor rotativo é preciso uma corrente mínima de partida e em dias nublados e chuvosos ela não funciona. Já o funcionamento com a nossa tecnologia esse problema deixa de existir", diz.
 
Mas o investimento da empresa não para por aí, Gimenez conta que a companhia está empenhada em buscar novas fontes alternativas para ampliar a aplicação dos sistemas de bombeamento. Para o próximo ano a meta é lançar um sistema híbrido, com funcionamento solar é geradores eólicos e permitir o funcionamento do equipamento 24 horas por dia. 
 
Ainda de acordo com Gimenez, o sistema de geração de energia fotovoltica tem durabildiade de 25 anos. "O custo pode ser alto no início - o valor do sistema completo de cada bomba é de R$ 3 mil - mas em 10 anos esse investimento é amortizado."O que seria gasto com energia, passa a ser agora receita de caixa para a empresa", argumenta Gimenez.
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