Importadores estão preocupados com taxa de câmbio

O volume negociado pela Bener na 13ª Feimafe supera R$ 7 milhões, para entrega de máquinas em até 30 dias, valor que corresponde a mais da metade do faturamento mensal da Bener. Um dos motivos apontados pelo gerente de vendas, Wilson Borgneth é a motivação do setor industrial em realizar a renovação do parque, substituindo máquinas convencionais por equipamentos automatizados. “O Brasil está entrando na cultura da automação, sabe que precisa de máquinas CNC para continuar crescendo”, disse o gerente de vendas.

A projeção de crescimento da empresa para este ano é de 25% “mesmo com o câmbio baixo”, garante Borgneth. O executivo está apreensivo com os reflexos desta taxa nos setores industriais que compram máquinas ferramentas. No entanto, não vê sentido na preocupação do Brasil em produzir tais máquinas e está preocupado com as medidas governamentais para conter a inflação e que podem refletir na restrição de importações. “O setor de máquinas-ferramenta representa 1% do PIB, o País pode e deve desenvolver a indústria, mas em outros setores”.

A valorização do Real frente ao dólar é algo que preocupa também o presidente do Grupo Megga. “O câmbio ideal para nós não é esse, é algo perto de R$ 1,80.” Embora os produtos da sua empresa cheguem mais competitivos ao país, os clientes ficam prejudicados e as vendas podem diminuir.  Este ano o Grupo participou da Feimafe com um
estande extra, da Meggamach, nova empresa voltada para a comercialização de máquinas simples, vindas da China e Taiwan.

O câmbio baixo fez a Kone, distribuidora e também fabricante de máquinas-ferramenta, terceirizar a produção de alguns equipamentos. “O projeto é igual, nós enviamos os desenhos para a fábrica na China e supervisionamos a produção”, afirma Pablo Cruañes, funcionário do departamento de vendas. Uma furadeira radial vinda da China custa R$ 42 mil, enquanto a máquina fabricada no país chega a R$ 160 mil.
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