A primeira mineração comercial de um asteroide pode começar dentro de três anos

Se a Deep Space Industries cumprir seu planejamento, vai colocar uma pequena sonda robótica em um asteroide próximo à Terra em apenas três anos. Essa é a fase mais recente do projeto da empresa de mineração de asteroides para criar uma nova fonte de recursos espaciais para a Terra.

“Nosso objetivo de trinta anos é construir cidades no espaço,” disse o CEO da Deep Space Industries, Daniel Faber, ao Gizmodo. “Você precisa um monte de matérias-primas de asteroides para conseguir isso.”

Mineração de asteroides é uma indústria que ainda está em sua infância. Nenhum dos interessados na área conseguiu pousar em uma rocha espacial até agora, muito menos colher água e metais presos dentro delas. Mas se um conjunto de anúncios recentes é indício de algo, então a Deep Space Industries quer ser uma das grandes pioneiras. No começo do ano, a empresa apresentou a Prospector X, uma pequena nave espacial robótica que vai ficar na órbita baixa da Terra testando tecnologias para futuras missões de prospecção de asteroides, usando um propulsor movido a água e sistemas de navegação óticos. Essa nave deve ser lançada no fim de 2017.

A Prospector 1 vai buscar materiais valiosos em asteroides próximos. 
Imagem: Deep Space Industries

Pouco depois disso, a empresa pretende lançar o primeiro veículo para asteroides Prospector 1. Com apenas 50 kg com o tanque de combustível cheio, ele vai viajar pela órbita baixa da Terra antes de apontar para um alvo, disparando seus propulsores movidos a água e partindo em direção à riqueza e à glória.

Vamos começar a estudar [o asteroide] a distância, para ter uma ideia do seu formato,” disse Faber. “Conforme nos aproximamos e conseguimos dados espectrais de alta qualidade, vamos começar a entender onde na superfície estão os melhores lugares para encontrar recursos.”

“Na última fase vamos ter que tocar a superfície do asteroide,” continua. “Precisamos entender as propriedades das rochas – quão duras elas são para minerar.”

Pousar em um asteroide daria à Deep Space Industries argumentos para dizer que os recursos são seus – ou mais ou menos isso. Ainda que nenhuma empresa, governo ou pessoa tenha direito a possuir um corpo celestial de acordo com o Tratado do Espaço Exterior de 1967, a princípio, empresas não devem interferir nas atividades baseadas no espaço dos outros, diz Faber.

Vamos ver como isso vai funcionar na prática. Pode levar alguns anos entre a chegada da primeira Prospector 1 e a chegada do material de mineração – uma nave espacial de colheita que vai transformar o asteroide em uma unidade de processamento. Se um concorrente decidir que quer explorar a mesma rocha, as coisas podem ficar bem interessantes.

Uma nova lei dos EUA está a favor da Deep Space Industries. A US Commercial Space Launch Competitiveness Act garante a empresas a propriedade legal de qualquer recurso que conseguir minerar no espaço. Em outras palavras, o que você colhe é seu.

A Deep Space Industries ainda não escolheu um alvo para sua primeira missão de prospecção. “Temos uma lista de alvos, mas não escolhemos nenhum específico por enquanto,” disse Faber. “Queremos mandar mineradores para vários asteroides.”

A rocha espacial ideal tem que ser uma rica em água, que pode então ser usado para fazer combustível para o foguete; voláteis como CO2 e metano; além de metais úteis. Como a Deep Space Industries me disse meses atrás, o objetivo não é vender esses recursos na Terra, e sim criar uma rede de abastecimento espacial para que outros consigam construir dentro e fora da órbita da Terra a um preço bem baixo. Atualmente custa alguns milhares de dólares o envio de um quilograma de qualquer material para o espaço, o que pode restringir bastante o que pode ser feito lá em cima.

Por exemplo, se você quiser construir cidades, vai precisar de muito mais ar, metal e água do que pode pagar para enviar daqui da Terra – mesmo com os foguetes reutilizáveis de Elon Musk. “Todas as coisas de alta tecnologia, como computadores, não serão feitas no espaço por muito tempo,” disse Faber. “Nosso objetivo é complementar isso.”

Conceito artístico de uma nave espacial de colheita, que vai transformar o
asteroide em uma unidade de processamento espacial.
Imagem: Deep Space Industries


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